17/11/2015

#Refletindo: O que não mata, me fortalece!

Quem nunca sofreu uma desilusão amorosa que atire a primeira pedra. Eu fui uma menina muito tímida durante minha adolescência e não contava pra ninguém qual garoto eu realmente gostava. E aparentemente eu gostava apenas daqueles que não gostavam de mim, sofri um pouco com isso, mas logo eu conseguia tirar o menino da cabeça e passava a gostar (platonicamente) de outro menino.

Aos longos dos anos fui tornando uma menina mais fechada, nutrindo amores platônicos por alguns famosos ou por rapazes que via poucas vezes durante a vida. E assim fui seguindo tranquilamente minha vida. Mas não por muito tempo...
No meio do ano passado conheci um amigo de uns amigos meus. Ele começou a se aproximar, puxar papo, fazer brincadeiras e eu resolvi não ser tão fechada assim e descartar a pessoa de cara. Nosso "relacionamento" durou mais ou menos 2 a 3 meses, tempo suficiente para fazer um estrago. as coisas aconteceram um pouco rápido demais, logo já estava conhecendo a família toda dele, na minha cabeça aquilo ia ser algo mais duradouro. Tudo parecia muito bem até ele resolver por um ponto final, com poucas explicações e com o menor sentido. Justo na hora que eu estava preparada para me enfiar de cabeça naquilo tudo.



Resumindo, passei Natal e Ano Novo tentando transparecer que estava bem, que não era nada tão importante afinal, que já tinha tirado ele da cabeça. Passei alguns meses abaixo do peso, minhas roupas já não serviam mais, era comer e pedir pra passar mal, hora ou outra me encontrava chorando. Certo dia gritei comigo mesma, mentalmente, dizendo que não iria mais sofrer por aquilo tudo, que eu merecia mais e blá-blá-blá. Taquei todos meus fantasmas dentro do armário e os tranquei bem trancado.

Exteriormente eu estava bem melhor, mas não tinha tanta noção de que interiormente estava ainda como um vidro estilhaçado. No meio deste ano, me aproximei de um amigo, que sempre esteve ali querendo ser mais que um amigo. Ele sempre me tratou muito bem e sempre demonstrou afeto por mim, e lá estava eu.. entrando em mais um problema amoroso, só que desta vez eu não seria a única vítima.

O problema desta vez é que eu sabia desde o começo quais eram meus reais sentimentos por essa pessoa, mas aos poucos fui permitindo nos envolver. Pra resumir: ele gostava mais de mim, do que eu dele. Para contribuir, eu estava numa fase de muito estresse emocional, por conta da faculdade e do trabalho, e lembra daqueles fantasmas? Então, eles não ficaram trancados por muito tempo, eles começaram a sair do armário durante minhas sessões com a psicologa e eu precisava 'tirar eles para dançar'.
Eu me encontrava dividida, tentei me envolver mais com este segundo rapaz, mas o único pensamento que tinha era que eu estava fazendo com ele o que fizeram comigo. Resultado disso tudo? Entrei em crise. A tristeza, a dor, o medo que eu tinha guardado meses antes estavam vindo a tona, juntamente com o sentimento de culpa. Mas não conseguia terminar uma coisa para tentar lidar com a outra, não queria magoar este meu amigo, mas com isso fui me magoando.

Mas somos seres humanos, fracos e imperfeitos, né? E pra tudo tem-se um limite e eu atingi o meu e quase explodi. Literalmente. Eu sabia que este meu amigo ia cuidar bem das minhas feridas, mas era algo que eu precisava fazer sozinha. Acabei magoando ele, mas fui sincera. Me senti um lixo, a pior pessoa do mundo, mas estava na hora de cuidar de mim.

Depois disso passei semanas ainda me sentindo um lixo, ainda me culpando, querendo voltar atrás, querendo sumir. Não foi fácil, não foi nada fácil. Mas eu consegui. Hoje, ambos estão em um relacionamento com outras pessoas, e sofri por isso com ambos, mas estou bem melhor.
Sofri o luto da primeira grande decepção, sofri o luto da segunda grande decepção e estou aqui, relatando isso com vocês, revivendo todas essas lembranças. Alguns devem estar se perguntando por que escrevi tudo isso, e mesmo se não pensaram nisso eu explicarei da mesma forma.

Eu passei beirando a depressão, quando me recordo desses momentos ás vezes acho que eu realmente estava em depressão, pois eu sofri tudo isso calada, sozinha, sofri e chorei muitas vezes sem ninguém saber. Falei sobre esse assunto com poucas pessoas, e quando falei foram poucos os detalhes que dei. Demorei para tratar desse assunto em sessão porque sabia que ia doer, de novo. Mas tem que se passar por isso uma hora ou outra, e eu digo: não passe por isso sozinha (o). A dor é grande, parece não caber dentro de nós, parece que nos pressiona tanto lá dentro que ficamos até sem ar. É angustiante, é insuportável, é horrível mas você não está sozinha (o). Eu tive ajuda de uma profissional, de alguns amigos e meus pais, e sei que você conseguirá encontrar alguém que lhe ajude nessa área.

Se eu estou pronta pra uma próxima? Honestamente nunca estamos, mas no momento há outras coisas que preciso enfrentar pra me sentir bem comigo mesma. E tirei algumas lições disso tudo, como por exemplo: eu sou forte e não sabia disso, amor de Deus é suficiente só precisei aceitá-lo, e a última lição é que eu preciso me priorizar, priorizar meus sentimentos antes de fazer isso com as pessoas que estão ao meu redor!!

Se você chegou até aqui, quero lhe agradecer. Esses eventos na minha vida foram muito importantes pra me ajudar a chegar até onde estou. E colocá-los pra fora tem sido aliviador. Obrigada por me "escutar"
Até a próxima ♥

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